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Correspondência recebida

Detalhes do registo

Nível de descrição

Série   Série

Código de referência

PT/MVNF/AMAS/SF/A/001

Tipo de título

Atribuído

Título

Correspondência recebida

Datas de produção

1862-08-24  a  1870 

Âmbito e conteúdo

Sobre as cartas SF 4915 a 4931; SF 5538 a 5571; SF 6003 a 6025; SF 6431 a 6432As 76 cartas recebidas de António Rocha Carvalho para Sousa Fernandes, de 1911 a 1915, com cotas SF 4915 a 4931; SF 5538 a 5571; SF 6003 a 6025; SF 6431 a 6432, estão transcritas no livro: Silva, A.J.P. (1989). Rocha Carvalho correspondência de um Administrador do Concelho (1911-1915). V.N.Famalicão. Câmara Municipal. A 16 de janeiro de 1911 tomava posse do cargo de administrador interino, do Concelho de Vila Nova de Famalicão, o cidadão António da Rocha Carvalho. Nomeado por despacho do dia 12 do Governador Civil de Braga, Manuel Monteiro, para ocupar o lugar que o administrador efectivo, Joaquim José de Sousa Fernandes, não mais queria exercer. Perante uma numerosa assistência, que incluía os mais importantes membros da facção “afonsista” do PRP em Vila Nova de Famalicão, como Eduardo Moreira Pinto, Daniel Augusto dos Santos, Domingos Lopes Alves da Silva, Alfredo Costa, Zeferino Bernardes Pereira, Augusto de Sá Pinheiro Braga, etc., Rocha Carvalho iniciava assim um mandato que só terminaria em Fevereiro de 1915, em consequência da ditadura do General Pimenta de Castro. Republicano de depois do 5 de Outubro de 1910, segundo testemunho do próprio Sousa Fernandes, Rocha Carvalho viria, no entanto, através da sua acção como administrador do concelho e redactor de “O Porvir”, a encarnar perfeitamente a vivência republicana nesses primeiros e turbulentos anos do Regime. Com a ditadura de Pimenta de Castro, Rocha Carvalho seria substituído por Fernando de Albuquerque Dias, que tomaria posse a 10 de Fevereiro de 1915, perante uma assistência completamente diferente. Jerónimo António Ferreira, Joaquim Dias de Sá, João Machado da Silva, António Joaquim de Sousa Veloso, Narciso Ferreira, Delfim Ferreira, Manuel Alves Correia de Araújo e Luís da Silva Carneiro, foram alguns dos presentes. Com a eleição de Sousa Fernandes para a Assembleia Constituinte, começa esta correspondência que nos mostrará os pormenores, ou melhor, a intimidade do poder local republicano. São setenta e seis cartas, tendo-se, infelizmente, perdido as de 1912 e do segundo semestre de 1913. Dos problemas com a Igreja, até às greves das fábricas de Riba d'Ave, passando pela tentativa de criação de um Concelho com sede na mesma freguesia, é possível, agora, sair do domínio da propaganda da imprensa local da época, e começar a reconhecer os verdadeiros motivos e actuação das autoridades republicanas. É outra imagem da Republica que estas cartas nos mostram mas, provavelmente, bastante mais verdadeira.Fonte: Silva, A.J.P. (1989). Rocha Carvalho correspondência de um Administrador do Concelho (1911-1915). V.N.Famalicão. Câmara Municipal.